BLOG

Home > Blog > FOMENTO COMERCIAL > A evolução do fomento comercial
FOMENTO COMERCIAL

A evolução do fomento comercial

O segmento empresarial destinado ao Fomento Comercial, inicialmente batizado como Fomento Mercantil, tem se notabilizado no Brasil, como uma verdadeira alavanca às micros, pequenas e médias empresas. Para entendermos melhor esta premissa, necessário é fazermos uma retrospectiva sobre o assunto, comparando-o, de forma sintética, com as nuances histórias da economia brasileira, nas últimas quatro décadas.

Neste artigo abordaremos a evolução do fomento comercial e como ele se destacou em momentos de crises no Brasil.

Como surgiu o fomento comercial ?

No início da década de 1980, o Brasil iniciava um difícil período econômico, marcado pela escalada inflacionária e o contingenciamento de crédito bancário, como meio muito utilizado à época, para contenção da inflação.

Nasce, exatamente em 1982, o FACTORING ou Fomento Mercantil, instituído oficialmente, em 05 de fevereiro daquele ano, com a criação da ANFAC-Associação Nacional das Empresas de Fomento Mercantil.  Ao longo daquela década, o Brasil experimentou as maiores crises inflacionárias, chegando, ao final de 1989, com uma inflação de 80% ao mês.

Vários Planos Econômicos se sucederam naqueles anos, sem, contudo, se alcançar estabilidade na economia, o que levava as empresas a um quadro de absoluta iliquidez, insegurança e instabilidade comercial. Foi, portanto, nesse cenário, que o FACTORINGFomento Mercantil desempenhou um papel marcante: Ao final dos anos 1980, o mercado do Fomento Comercial já estava instalado em todo o Brasil, contava com milhares de empresas do ramo e atendia a centenas de milhares de empresas do comércio, indústria e serviços, salvando um enorme contingente de empresas e, ao mesmo tempo, milhões de empregos.

O plano Collor

Iniciam-se os anos 1.990, marcados pelo Plano Collor, Plano Cruzado Novo e Plano Real. Com o Plano Collor, houve o confisco da poupança, iliquidez generalizada, recessão, desemprego, altas taxas de juros, e, ainda mais, contingenciamento do crédito. Diante de tamanha dificuldade pela qual passavam todos os negócios, surge a figura do “cheque pré ou pós-datado”, como a principal ferramenta usada como título de crédito nas vendas a prazo, somando-se ao vasto mercado da Duplicata.

Com estes papéis (títulos de créditos) em suas carteiras, as empresas sofriam por falta de liquidez e dificuldade de caixa, restando-lhes apenas a alternativa de vender referidos direitos creditórios e minimizar o seu problema de capital de giro, fortalecendo assim, o Ativo Circulante-Caixa. Foi aí então que, o Factoring – Fomento Mercantil, mais uma vez, atuou como o principal apoiador/ajudador de grande parte dessas empresas, cuja permanência no mercado se deu por conta do “Fomento” a elas concedido.

A implantação do Plano Real

Em meados dos anos 1990, após a implantação do Plano Real, caiu a inflação, mas outros fenômenos ocorreram, dificultando a vida do pequeno empresário. Àquela época, começa a redução do sistema bancário, através da quebra de vários bancos e/ou incorporações por outros bancos maiores. Na esteira desses acontecimentos e uma  austera política financeira, ocorria também um grande aumento na demanda de capital de giro por parte das empresas contra uma pequena oferta de crédito e rigorosa seleção do risco, imposta pelo sistema bancário.

Eis aí, mais um cenário propício para a falência (como de fato ocorreu) de muitas companhias brasileiras. Por conseguinte, como não poderia deixar de ser, outra vez o FACTORING – Fomento Comercial se posicionou como socorro e apoio a uma enorme gama de empresas, marcando, com destaque, seu papel na vida socioeconômica do País.

A partir dos anos 2003 (começo do governo PT), inicia-se como política de governo, grande incentivo ao acesso ao crédito em todas as áreas, expansão das vendas com cartão de crédito, além de tantas outras formas adotadas para o aumento do consumo.

O nascimento da FIDC

Naquela década, o FACTORING, através da ANFAC, consolida o FIDC-Fundo de Investimentos de Direitos Creditórios, instituído em 2001 e, com isso, o mercado de Fomento Comercial no Brasil, dá outro salto significativo e alcança posições antes inimagináveis. Pouco tempo depois, instituíram-se também as SECURITIZADORAS DE RECEBÍVEIS, transformando esse segmento empresarial em um gigante no Brasil, cuja atuação vai do Oiapoque ao Chuí, apoiando e fomentando empresas que, por suas características e até localização, jamais teriam ou terão acesso a créditos bancários.

As empresas simples de crédito – ESC

Merece, ainda, especial destaque, a recente criação das EMPRESAS SIMPLES DE CRÉDITO – ESCs, instituídas, oficialmente, pela sanção da Lei Complementar 167 de abril de 2019, que, além do que já faziam e fazem  as empresas de Fomento Comercial, no mercado de compra de recebíveis, abarca, também, operações de empréstimos e financiamentos, voltadas para as micros e pequenas empresas. Esta modalidade empresarial, com pouco mais de um ano, já conta com quase 700 empresas em todo o Brasil.

Conclusão

Considerando, portanto, todos os aspectos aqui mencionados, onde vimos nítida evolução do mercado de Fomento Comercial ao longo desses últimos 38 anos, sempre crescendo e destacando em momentos de grandes crises, é substancial afirmarmos que, este setor de negócios terá um papel fundamental neste momento em que se avizinha por força da crise pandêmica – Covid 19.

Ora, sabe-se que as mazelas estão e continuarão sendo geradas na economia, o que levarão uma quantidade incalculável de negócios à ruína. Alguns irão à falência, outros se reinventarão e outros hão de surgir. Isso será inevitável! Fato é, porém, que, em qualquer cenário vindouro, haverá uma grande demanda de crédito, e mais que isso, carências de parcerias das empresas tomadoras com empresas concessoras de crédito que realmente saibam e pratiquem o verdadeiro FOMENTO aos pequenos negócios do Brasil.

Por tudo isso, concluo convicto de que o mercado de Fomento Comercial se apresenta como uma excelente alternativa empresarial, cujo horizonte é extremamente promissor.

Assine nossa newsletter e não perca nada!

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR DESTES ARTIGOS:

Mais em Cobrafac

Quais tipos de empresas mais utilizam os serviços de factoring?

Gestão de negócios em tempos de pandemia

Posso fazer a cobrança pelo whatsapp?

Indicadores de cobrança para sua empresa do fomento.

COMENTÁRIOS:

Nenhum comentário foi feito, seja o primeiro!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *